
O suor é o choro do corpo
Que depois de muito esforço
Nele escorre num esboço
Esboço de pedir descanso
E assim acalmar o moço
Que trabalha cavando um fosso
Onde a paga é seu desgosto
E o sol queima seu rosto
E no bucho só o almoço
E na mão calo e caroço
Para no fim, roto do esforço
Descansar qual um homem coxo
E no mês sentir o arrocho
Do seu bolso que o põe roxo
E da escala 6×1 que só vive e o deixa morto.
(CÍCERO COSTA KINKAS
