
Dentro de mim mora um deus
Que não é igual aos seus
Mas, grande como Zeus
E que me adorna com seus camafeus
Me visitou outrora
E disse que não me deixaria
Em posse de mim vigora
Isso não é feitiçaria
Esse deus acaricia
Minh’alma e ainda vicia
Sempre dia-a-dia
Nunca a revelia
Promete vingança fazer
Áqueles que vieram interromper
E que fizeram morrer
Meu destino que vai renascer
Não mexam comigo, não!
Isso é mais que opinião
Se não ele inclui no seu quinhão
Dores, sofrer e maldição
Qual o seu nome?
Jesus, Marduque, Oxalá?
Baal, Horus, Adônis?
Disse pr’eu não me preocupar
Que a cabeça dos maus, ele decepará
Quem me impôs limites
Limites terá!
(CÍCERO KINKAS)
