
Tal qual brisa leve no corpo
Num veraneio de quente sufoco
Palmeiras ou coqueiros com coco
Caloroso é o dia e mais um pouco
Picolés, sorvetes e gelados
Desvairado, desejo-me pelado
O affair me diz: descarado!!
Num triz eu fico corado
Uma sunga, bermuda ou short
Uma cobra armando seu bote
Meu boy é um amor, uma sorte
Não troco por outro, nem na morte?
Semideuses espalham-se soltos
Qualifico e fico com outros?
Com óculos disfarces escuros
Desculpe, lealdade não juro!
Respeito tal e válido desconjuro
O amor é mesmo tão puro?
Mas, como lealdade não juro
Me vejo em cima do muro
Em corpos e “malas” de boys magia
Tesão, amor e folia
Quietinho em minha estrepolia
Desejo uns cem por dia
Delírios sem mal serventia
No mar posso disfarçar
O latejo na bermuda pulsante
No quiosque, suco, cerveja ou refrigerante
Que altere esse calor escaldante
Parece o inferno de Dante
Mas, positivamente não é
Paraíso é isso mulher!!
Homens, rapazes, maduros
Colírios e desejos tão puros
Venha! E veja comigo
Nossa gana está pra baixo do umbigo
Alguns com prazer sem mão amiga
Mas, todos nos põe à periga
Respeitem os que não querem
Que outros virilidade revelem
Abram janelas, portas e portão
Que se instalem em meu coração
Ser homem é o maravilhoso quinhão
Sonhador e da vida aprendiz
E minha loucura por um triz
Deus disse: “Os homens, eu fiz!”
Mais feliz que moças num concurso de Mis.
(CÍCERO COSTA KINKAS
