
Foi terrível e agonizante!
Eu com alma de infante
Entregue a drogados e estultos
Com conduta de errantes
Tendo que ouvir insultos
A dinastia fez o patrocínio
Deste mortal extermínio
De mim este pobre menino
Que eles consumiram o destino
Junto com os libertinos
Hoje como esquecer
Isso que me fez adoecer
Mas, não era pra melhorar?
Isso que me faz apodrecer
Agora como acalmar?
Eu é que devo chorar?
Sozinho eu sim!
Nada fizeram por mim
Choro todo dia enfim
Ouvindo surdos e clarins
Insistindo que não é o fim
Peço que orem. Ah, sim!
(CÍCERO KINKAS)
