
Eu amo um homem perfeito
Um homem de um masculino jeito
Um que se faz por aceito
No meu peito e sem enjeito
E o que é amar esse homem?
Na realidade não sei!
Por que ele não é como eu gay
Embora hoje em dia isso não seja uma lei
Não o conheço de perto
Mas, meu amor se dá ao certo
E se faz por descoberto
Por esse flamenguista esperto
Lhe tenho como um semideus
Que de fato não é igual aos seus
E me ilumina aos breus
E eu me julgo todo seu
Drico eu lhe tenho por codinome
Ele me faz sentir mais homem
E no presente, que sua beleza me tome
Positivamente um semideus tupiniquim
E o que seria de mim?
Se por um momento assim,
Você viver comigo enfim!
Cheio de planos me faço
E deitar no seu regaço
Para sempre, sem fracassos
No seus braços me perder?
É aí que eu me acho!
Adriano, que beleza!
Lhe ver com absoluta certeza
Num belo ato de destreza
Entregar-me com pureza
Feito alguém da realeza
Que teu belo corpo almeja
Assim me faço de fato
Limpo e sem embaraço
No Instagram eu te caço
Noite e dia sem cansaço
Pra deleitar fielmente nas tuas poses de macho
Sem mais para o momento
Só vou lembrar do relento
Ao não te ver por um tempo
Quando não publicas, tá aí meu tormento!
Dricão, de amor e de uma maneira
Meu corpo e minha alma inteira
Quer ampliar tua vida
Pra que ela não seja passageira
Passageira? Eu disse passageira?
Que palavra fútil, que asneira!
Sabemos que na verdade
Eterna se faz derradeira
A vida de uma deidade
Portanto coitado de mim
Que pro mundo vim assim
Não sendo igual a ti
Que veio dos céus dos confins
Pra tomar posse de mim
Que doce é esse meu fim!
(CÍCERO KINKAS)
