
O sexo forte se faz de força
Naturalmente sim
Diferentemente de uma moça
Abruptamente enfim
Joga o casaco na poça
Trata que nem fina louça
Grito com tal voz grossa
Vai além do falsete rouca
O cheiro muito me agrada
O sexo em forma de adaga
Deixo penetrar e ainda afaga
E meço o tamanho da “mala”
É impossível gostar só de um
Branco, vermelho, preto, amarelo
As fotos coloco num zoom
Me diz qual é o mais belo?
A maneira de olhar
Me toma e faz delirar
Seu falo eu sinto pulsar
Que imploro e amo chupar
Futebol, mulheres e carros
Motos, academias e escarros
Dentes, olhos, cabelos
Rottweiler, relógios e apelos
Jiu-jitsu, moletons e revistas
Ternos, mocassins, anarquistas
Trabalha e conota conquistas
Corridas e bikes na pista
Presentes em uma florista
Roqueiros, funkeiros e isqueiros
Cigarros, baseados, cinzeiros
Redbull, Black Label, farinha
Carteados domingo à tardinha
E a polícia que os bota na linha
Bonés, boinas e chapéus
Raias ou pipas no céu
Talarico faz escarcéu
No bar um pingado ou mel
De noite com a mina faz “créu”
Isso é parte dos homens
Que a força a mim e a outras consome
A glória, a condição e o nome
Sejam corretos, insanos ou “Al Capones”
Nos deixam sexualmente com fome
Deus os fez disse: “É bom!”
Agradam e iludem com tal dom
A voz e a beleza no som
Encaixam, revelam seu tom
Vocês ficariam sem eles ou com??
(CÍCERO COSTA KINKAS)
