
Se a alma cor não tem
Sendo assim não vai discordar ninguém
Que as flores sim bem vem
Com cores e perfumes também
O corpo nuances traz
Vendo assim o belo rapaz?
Um de cor e o outro mais
Relevância quem é que faz?
Hoje em dia ninguém mais!
Numa posição ambígua
Que na boca vai deixar saliva
Tanta água que afoga a língua
Na beleza que intriga
Quem dá mais por esse “enquadro”?
Que o poeta já deixou de lado
Vou emoldurar num belo quadro
E eu componho sem enfado
A perfeição confunde
Que a vontade em mim abunde
Dois semideuses lindos difundem
Na figura meus olhos infundem
Eles são casados?
Porque estão lado a lado?
São bem mais que namorados?
Minha vontade é de beijá-los
São fiéis um ao outro?
Por assim, será que vão gostar de mim?
E da proposta de viver enfim
Como um trisal num farto festim
Vou sonhando e desejando
Nas cores os vou afagando
Na eternidade sonhando
E com isso delirando
Acorda!! Acorda, vai!!
Desta tela a figura não sai!!
Delirei até demais
Mas, vou pedir a Deus Pai
Que esses dois já me entregai
Para possuí-los e a ninguém mais.
(CÍCERO COSTA KINKAS)

A arte gráfica deste poema é do poeta e designer gráfico Giovanni O. Pereira, que recentemente me procurou com o desejo que eu fizesse uma poesia para ela. Assim que fiz, mostrei a ele, ao qual disse estar grato e satisfeito. Muito grato Gigio, pela confiança e prazer nessa transa cultural e por confiar nas minhas ideias poéticas. Espero ter mais prazeres nessas viagens que positivamente teremos em futuros próximos!! 🥰🥰🥰❤️❤️❤️💙💙💙
Adorei o Poema, combinou muito com a arte. Quando estava criando ela, veo o pensamento “O Cícero escreveria um ótimo poema dessa imagem”. Entrei em contato com ele, para fazermos uma parceria, ele e tanto eu ficamos felizes. No final o Cícero né surpreendeu com o poema.