
O teu olho castanho
Me revelou algo estranho
De incomensurável tamanho
Que no meu peito já assanho
Na marejada os meus, eu banho
Meu dia não se faz ganho
E no céu da boca arranho
Minha vida num “malvado sonho”
No meu peito bate, bate e eu apanho
Gaguejando nervoso ou fanho
Desesperado, aturdido, totalmente sanho
E assim perco o que antes era ganho.
(CÍCERO COSTA KINKAS)
