
Quando eu vim, já não era amor
Depois em mim já não dei valor
Com muito frio e calor
Não entendi assim o estuporVoltar atrás?
Jamais!
Seguir voraz
Engolir os aisSentimentos em desordem
Coração ou mente?
Quem se rebelou na ordem
Covarde ou valenteAlma displicente
Que a carne então aguente!
Em que recipiente
Eu guardei coração e mente?Firmar um acordo entre essas instituições
Coração e mente, qual opinião?
Coração é explosão
Muitas vezes sem razãoMente é lucidez
Foi assim daquela vez?
Não agistes com madurez
Com isso a razão por lá se desfez
Essa cilada durou um ano, dois, três…E depois dessa confusão
Quem há de arcar então
Com a bagunça do tal coração?
É tempo e questão
A mente se cura com a solidão?Vais querer novamente
Se deixar levar pelo delinquente
Que ao seu licor quente
Lhe embriagou e pôs em frequente
Agindo assim inconsequente
Racionalidade em ti ausenteDiga-me os aqui presentes que já amaram
Como é que custa caro
Não ouvir ou desprezá-lo
A razão do hipotálamo
Que nos adverte: amar é ver escorrer o cérebro pelo ralo
Não é mesmo isso que vos falo??
(CÍCERO COSTA KINKAS)
