
Você tudo seduz
Com sua beleza, perfeição aos raios de luz
A tudo, tudo, astros, mundos e ao universo
Por isso essa necessidade de colocar-te em versos
Soltas suas madeixas longas ao relento
Apaixona-se assim também a ventania, o vento
Deslembrar-me de sua perfeição eu tento
Desapercebendo com isso de meu nobre argumento
Volto e realizo, e a tal perfeição sustento
Em anelo dos meus olhos aguento
Caio em si, e recuso esse tormento
A magia se retém e em ventura se vai meu sofrimento
Quem és tu? Necessito indagar?
Um semideus que o passado fez regressar
Plenitude em ti é ímpar
Volte ao andor, volte ao altar
Pois é lá dos deuses o lugar
Suntuoso e de nobreza téns tu em qualidades
Procuro e não encontro outro na cidade
Doutor, homem, semideus, psiquiatra…
Me digas se há outro, vai, pra mim relatas?
Em beleza, especiosidade a qualquer oponente matas
Quem tentar ser mais, fracassa!
Meus sentidos ao contemplar-te
Me tiram o chão, me elevam a Marte
O coração reage a um
enfarte
Retido em minhas retinas já fazes parte
Quando por fim venho ao delírio e assim sonhar-te
Não sei como és, nem como te fazes homem
A todos nós sua perfeição consome
Nos olhares visão que dá fome
Feliz é a consorte, que a ti por noites te tome
E a ilusão de possuir-te, aos demais desaparece, some
Só me cabe como poeta dizer- te com denodo
¡Me enamoré del todo!
(CÍCERO COSTA KINKAS)
