
Quando o todo parecer nada
Não recuse a esperança
Mesmo que ela seja vaga
Tenha toda confiança
Pois pra tristeza serve de paga
Para o valor dessa fiança
Desse crime cometido com adaga
Que no peito foi fincada
Bem no meio precisada
Junto a alma dilacerada
Com as mortes confirmadas
E as jazidas preparadas
Cerimônias arranjadas
Que tragédias lamentadas
Novas esperanças já lançadas
Para esta mente desesperada
Que dos céus não crê mais nada
E já tão desconfiada
Vai pedir, como que pra namorada
Nova sorte alicerçada
Neste contrato o elo são beiçadas
Que snfim já amarradas
Vão viver entrelaçadas
Como almas algemadas.
(CÍCERO KINKAS)
